sábado, 25 de dezembro de 2010


Posso não olhar o mundo

fazer um faz-de-conta da vida

não perceber, mesmo percebendo

quando você passa e descompassa

minhas certezas tolas


Preciso não querer tanto

algo mais bonito que um encontro

mais eterno que todos os arrepios

e todos os caminhos que te levam

nesses desencontros


Posso não abrir as cortinas

e o coração para cada amanhã

tenho procurado aprender coisas novas

se há quem viva para o futuro, vivo

para voltar


Preciso esquecer o que ainda é difícil,

e insiste nascer impossível te afastando

dos meus olhos, da minha rua,

do que ainda pode ser, por um instante,

pra sempre




Cáh Morandi e Priscila Rohde

Um comentário:

Sammy disse...

muito bom esses poemas.