
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Confidencial

Sabe
"...Sabe o que eu quero de verdade?
Jamais perder a sensibilidade,
mesmo que às vezes
ela arranhe um pouco a alma.
Porque sem ela não poderia
Sentir a mim mesma..."!!
Clarice Lispector
domingo, 7 de junho de 2009
Partiu...
Uma pessoa

Martha Medeiros
Quem você pensa que é?
Pedaços de Mim...

PEDAÇOS DE MIM
Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos
Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão
Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci
Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante
Já
Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas
Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,para não enfrentar
sorri para não chorar
Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei
Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.
Há quem te chame menina,

Te dê rebuçados
E te ponha flores no cabelo,
Há quem te diga coisas bonitas,
Te vista de seda fina
E te dê tudo o que há de belo,
Há sempre quem te embale
Enquanto adormeces na cama
E te aconchegue os cobertores
Para que não se te encoste o frio...
Há quem te chegue voz que ama,
Com doçura, ao ouvido,
Quem te esconda debaixo de asa
Quando erras o caminho de casa
E até quem te ajude sem saberes.
Há-de haver um dia alguém
Que te vai levar, porque queres,
Para lugar de além,
Há-de haver um dia alguém
Que vai partilhar-se contigo,
Que vais dividir com alguém
A quem chamarás menina
E dês rebuçados,
Ponhas flores no cabelo,
Digas que amas sem segredo...
Há-de haver um dia alguém
Que te vai abraçar
Até a vida te matar.
Valdevinoxis
quarta-feira, 6 de maio de 2009

domingo, 19 de abril de 2009
Preto e Branco

Eu gosto do preto e do branco
Por que essas cores me remetem ao meu passado
E volto a sentir-me como um pássaro calejado
Que, de tanto voar
Na vertigem de um céu tão cinza
Esquece-se de sentir e amar
O leve gosto da brisa.
Gosto do preto proficiente
Que se desfaz sob o chão
Ao sentir-me inerte.
Oh! Preto tão cheio de nada
Tão obvio quanto o martírio e a fantasia
Da partida e da chegada.
Gosto do branco castigável, de tão frio.
Frieza, desconheço há tempos.
Quem predomina aqui, é um olhar vazio.
Querer e negar
Contradição de um mistério
Por isso o preto e branco
Sigo a cultivar
O sangue que há anos estanco
Há de um dia, no sopro da melodia
A mim, se curvar.
Na transparência do branco
Ou na obscuriedade do preto
Sei que esquecerei sutilmente
A dor de cada momento.
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sábado, 18 de abril de 2009
Todo amor que houver nessa vida

no embalo da rede
Frejat/ Cazuza
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quinta-feira, 16 de abril de 2009



