domingo, 2 de junho de 2013

Força

Desmancha o nó, 
tira a ferrugem,
espana o pó.
Empurra o pesado,
cola o quebrado, 
abre o dobrado, 
cerze o rompido,
coça a coceira, 
gruda o trincado, 
pensa o ardido
e faz brincadeira do verso chorado;
que a vida é rendeira de sedas ou trapos,
de rendas, farrapos ou fios de algodão;
que a fibra é comprida e o mundo artesão
 
Flora Figueiredo

Um comentário:

Isabel Menezes disse...

Olá, Rosana! Acho o seu blog de uma delicadeza sem tamanho! Lindo o poema da Flora Figueiredo, uma das minhas poetisas preferidas. Realmente, a vida é rendeira o mundo, artesão! Bjs, tenha uma ótima semana!

Isabel

(isabelborboletando.blogspot.com.br)